
Tem-se andado a falar muito por aí do casamento dos gays e lésbicas…
Ao que parece, o Governo aprovou um diploma que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O que penso eu sobre isto (perguntam vocês)?
Ó pá, é assim:
Quando se começou a falar desta história toda, inclusive sobre a ideia de se fazer um referendo sobre o tema (avaliando a vontade popular dos 10% de portugueses que no dia de votação se dignam a cumprir com o seu dever cívico, em vez de irem para a praia ou para o Colombo ver montras), eu andava muito indignado, insultado até, por numa altura em que temos o país completamente do avesso (sistema de saúde é o que se sabe, sistema de educação em progressiva decadência (mesmo com o Magalhães…), sistema judicial completamente distorcido, classe política integralmente apodrecida, etc etc etc) e uma economia mundial na fossa, andamos nós aqui a discutir o casamento dos “abafa a palhinha”, perdão, dos “atraca de popa”, perdão, dos “gays”.
Mas ao fim de algum tempo e após várias conversas sobre o tema, acabo por me aperceber que afinal, os gays e lésbicas também devem poder usufruir de todos os seus direitos… mesmo o direito a dar cabo da vida!!!
Muito sinceramente, não estou nem pouco mais ou menos interessado nas coisas que estas pessoas fazem uns com os outros, nem para quê que utilizam os seus corpos… (quer dizer… se for um par de lésbicas bonitas, voluptuosas, uma loira de cabelo curtinho e olhos verdes e outra morena de cabelo liso bem comprido e escuro e olhos castanho avelã… a acariciarem-se uma à outra… uuuuhhhmmmm… esperem aí um bocado que eu já volto… tenho de ir ali ao quarto-de-banho…).
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Ok…!!!
Retomando!!!
Ó pá, o que quero dizer é que toda a gente deve ter direito a ser feliz, e se é isso que os faz feliz, então por mim, casem para aí à vontade.
Li recentemente o seguinte:
“A relevância social e jurídica do casamento vem, sobretudo, do facto da família ser o espaço natural para gerar e educar os filhos. Só isso justifica um regime jurídico e fiscal mais favorável: a necessidade que a sociedade (e mais tarde o Estado) tiveram de proteger as futuras gerações, especialmente nos primeiros anos de vida.” (por Paulo Marcelo, Jurista).
Eu até concordo com isto. É uma opinião minha muito recente, mas concordo. Concordo com a questão dos benefícios (fiscais por exemplo) para as famílias (pela necessidade de proteger as gerações futuras). A verdade é que as famílias que optam por não ter filhos estão também a desvirtuar a relevância social, jurídica, e atrevo-me até dizer, religiosa porque não respeitam o tal espaço natural para gerar e educar os filhos. Então, segundo a lei (pela minha interpretação de leigo claro), estas pessoas não deviam ter direito aos benefícios fiscais advindos do casamento. Ó pá, mas deixa lá isso… também há pessoas que constituem família com o objectivo de ter descendência e não conseguem e não devem ser penalizadas por isso. O estado gasta dinheiro em tanta coisa supérflua e ilegal até, que, pá, mais vale beneficiar esta gente toda sem discriminação. Concordo assim com a atribuição de direitos específicos às uniões homossexuais. Podendo ou não ser polémico, concordo até com a questão da adopção de crianças por gays e lésbicas.
Levanta-se então a questão da adopção… Por uma questão natural, uma relação entre pessoas do mesmo sexo inviabiliza o procriação directa e natural entre estas duas pessoas. É certo que as lésbicas podem recorrer à inseminação artificial com sémen de, seja lá quem for, e é certo que os gays, pá… a única forma seria adoptar mesmo (uma vez que lhes falta o sistema reprodutor todo, inclusive uma vagina…).
Então, adoptar ou não adoptar?
Nunca fui a nenhum orfanato ou coisa do género, mas acredito, e quando digo que acredito é porque acredito mesmo, que mais vale ter uma criança a crescer com dois Pais ou duas Mães e com todas as condições e todo o amor que essas pessoas possam oferecer, do que ter uma criança a crescer num “espaço de abandono”, sem amor e sem condições.
Acredito que uma criança que cresça no seio de uma união homossexual (se é que se pode usar a palavra “seio” junto a “homossexual”), tenha menos probabilidade de um dia se vir a tornar um “indesejado” para a sociedade.
Quando uso a palavra “indesejado” penso no género de pessoa que ao longo da vida só trás prejuízo para os outros e para a sociedade (directa ou indirectamente)… Infelizmente há gente assim…!!!
Acredito que uma criança que cresça com dois Pais ou duas Mães possa ter tudo o que é necessário para vir a ser no futuro um bom cidadão.
Afinal são as crianças de hoje que vão manter o país e o mundo amanhã. São as crianças de hoje que vão, com o seu trabalho, pôr o país a andar amanhã. São as crianças de hoje que vão, com os seus impostos continuar a alimentar os “badalhocos” dos políticos de amanhã. E se estas crianças amanhã forem hetero ou homossexuais o problema é lá com eles e não devemos ser nós a tentar controlar a sexualidade das gerações vindouras.
Por isso, deixem-se de hipocrisias e falsos moralismos e pensem um bocadinho na felicidade dos outros, e não só na vossa ou das pessoas à vossa volta.
Toda a gente de bem merece ser feliz. Os heterossexuais, os homossexuais, as crianças órfãs, toda a gente que está neste mundo para fazer o bem, deve ser feliz.
Quem sabe assim o Sócrates assumirá a sua homossexualidade e casa com sei lá…, olha o Paulo Portas (que na altura da campanha eleitoral confessou (com um brilhozinho nos olhos e um sorriso tímido, reprimido e altamente “larilas”) que ainda não tinha perdido a esperança de um dia vir a constituir família.
Até pode ser que adoptem um bebé… Será que o filho de dois políticos vai ser político também???!! Pode ser, pode não ser. É a mesma coisa com a homossexualidade, creio eu!!!
13 janeiro 2010
Até os homossexuais têm direito a dar cabo da vida…
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2 comentários:
Bom! .....Sem comentários. Gostei e concordo.
Só um pormenor....a loira de cabelo curto e a morena de cabelo comprido, são alguém em particular? .... cheira-me que sim.
Não... era mesmo imaginação...
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